› Panorama 2008 a 2009 realizado pela ABD
2009: Otimistas ou pessimistas?
A ABD realizou neste início de Fevereiro uma enquete para conhecer o ânimo dos profissionais em relação ao desenvolvimento dos negócios em 2009. Consultados pela Internet, 1.200 pessoas (entre Arquitetos, Designers de Interiores, Paisagistas e Lighting Designers, associados e não associados ABD) responderam as perguntas e mostraram uma expectativa bastante favorável para seus negócios neste ano.
De acordo com o gráfico (1), 2008 foi um ano de forte expansão. 69% dos entrevistados declararam que seus negócios cresceram em 2008, em relação a 2007. Apenas 12% tiveram uma redução nas atividades.
O gráfico (2) mostra que 51% dos entrevistados declararam ter registrado um crescimento dos seus negócios em 2008, entre 5% e 35%, em relação ao ano anterior. 32% comemoraram resultados ainda melhores, entre 36% e 65%.
Mercado imobiliário embalou consumo em 2008
Para Leila Barakat, Arquiteta de Manaus (ABD-AM), o ano de 2008 foi excelente devido à grande euforia do mercado imobiliário. "Acho que o ano de 2009 está de certa forma retraído, mas continuaremos com os serviços já contratados e com novos clientes manteremos os volumes de faturamento", afirma Leila sobre suas expectativas para este ano.
A Arquiteta de Belo Horizonte Ana Rita Isoni Silva (ABD-MG), acredita que seus negócios cresceram também por causa da situação do país e do boom da construção civil. "Acho que essa situação vai mudar. Não vamos mais continuar crescendo, vamos manter o mesmo nível de 2008; quem estiver construindo vai continuar", afirma.
A também mineira Designer de Interiores Laura Maria Costa (ABD-MG) ressalta que "em Belo Horizonte, como em todo o Brasil, aumentaram as construções e as pessoas também estão com poder aquisitivo mais alto", para explicar o motivo do crescimento dos seus negócios em 2008.
Segundo o Arquiteto Fábio Pinho, de Vitória (ABD-ES), seus negócios cresceram em 2008. "O mercado estava mais aberto e os clientes estavam conscientes do trabalho do Arquiteto", comenta.
Os cenários e as estratégias para os negócios em 2009
O gráfico (3) mostra que a maioria dos profissionais (63%) prevê crescimento para 2009 e só 11% estão esperando o pior: uma redução nos projetos.
Note no gráfico (4) que 53% dos profissionais apostam em uma evolução entre 5% e 35% e outros 30% estão ainda mais otimistas e esperam crescer entre 36% e 65%.
Conforto e bem viver sustenta o mercado
A Designer de Interiores Lilian Morel (ABD - SP) acredita que seus negócios continuarão crescendo em 2009. "Nos últimos anos a profissão se valorizou muito e, em todas as áreas, as pessoas procuram por um espaço confortável, bem iluminado, que seja funcional". Lilian, com seus 20 anos de atuação, já passou por muitas crises econômicas e acredita que apesar da conjuntura mais difícil, as pessoas querem viver e trabalhar em locais bonitos e confortáveis. A maior oferta de produtos com renovação de design provocam o desejo de consumir, acredita Lilian. "Por tudo isso, minha expectativa é manter o ritmo dos negócios em crescimento também em 2009", afirma. A Arquiteta Bia Salviano (ABD - SP) aposta que a crise fará com que as pessoas fiquem mais em casa o que vai demandar o consumo de produtos de decoração.
Carteira de Clientes
Os respondentes quando questionados sobre a estratégia adotada para gerenciar a carteira de negócios, apontaram 3 cenários diferentes, mas equilibrados. 33% dos entrevistados declararam que atenderão mais Clientes em 2009, com um nível de investimentos menor que 2008. 35% declararam que atenderão menos Clientes com um nível de investimentos maior do que em 2008, e 32% atenderão mais ou menos o número de Clientes de 2008, com o mesmo nível de investimento.
A carteira de Clientes atendidos no ano é também um dado relevante. Observe no gráfico (5) que a grande maioria dos profissionais atende até 20 clientes e outros 26% operam entre 21 e 40 Clientes.
Novos Mercados
"Acredito em 2009, mas vislumbro um cenário diverso dos anos anteriores com relação ao perfil da carteira de Clientes. Tudo leva a crer que diante da atual retração de investimentos, ocasionada pela crise financeira mundial, a conquista de novos mercados, de nichos até então pouco explorados (como a área comercial), vai ser a saída para manutenção e aumento da lucratividade do meu negócio", comenta a Designer de Interiores de Salvador (ABD-BA), Marilia Summers. De acordo com a profissional, no segmento residencial, cada Cliente investe nos projetos uma média de 35 a 40% do valor do imóvel. Nos projetos comerciais, os valores são menores, mas o tempo de execução é maior e o profissional pode atender mais clientes, o que aumenta o faturamento. "A necessidade de atrair os Clientes para os ambientes comerciais vai exigir investimento na repaginação desses espaços", prevê Bia Salviano.
Selecionar Clientes
O Arquiteto Luiz Fernando Rochelle (ABD-SP) observa que os negócios cresceram em função do aumento de indicações feitas pelos Clientes. Luiz conta que mudou sua estratégia de atuação, buscando selecionar Clientes não só pelo fator financeiro, mas também pelo grau de envolvimento, satisfação e objetivos a serem atingidos pelo projeto. "Aos 50 anos de idade, me sinto no direito de atuar em projetos que me provoquem e me entusiasmem", comemora.
Fonte: ABD - Associação Brasileira de Design de Interiores








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