»  Casa Cor Rio de Janeiro para todos: Evento foca na acessibilidade

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Os portadores de necessidades especiais têm acesso garantido ao evento, que conta com rampas e elevadores para circulação entre os ambientes. Mas um projeto especificamente voltou atenção especial para a questão da acessibilidade: o de Julinha Serrado, pelo segundo ano consecutivo. A sensibilização dos visitantes é feita através da razão de ser do espaço, uma Sala de Música - a própria música. Segundo a arquiteta, através dos sons combinados harmoniosamente, os portadores de necessidades especiais podem interagir melhor com seus semelhantes e desenvolver novas aptidões. A sala estará viva e receberá diversos eventos musicais, destacando-se o relançamento do livro “Eu e a Bossa – uma história da Bossa Nova” de Carlos Lyra. Uma pessoa fluente nas linguagens dos sinais, além de livros e partituras em braile, permitirão que todos aproveitem o espaço, cada um à sua maneira.

Um pouco de história sobre o Casarão
Ao contrário do que muitos pensam, o morro onde se instalou o antigo casarão do Sacre-Coeur de Jesus chama-se morro do Graça, e não morro da Graça. O nome veio de uma longa história... Este morro pertenceu à grande sesmaria concedida em 7 de setembro de 1565 por Estácio de Sá ao Cavaleiro fidalgo da Casa Real Cristóvão Monteiro, confirmada em 1567 por Mem de Sá. No século XVIII, o citado morro estava incluído numa grande chácara denominada “Ilhota”, nome originado do terreno alagadiço que se formava ao redor quando caiam grandes chuvas. A “Ilhota” era uma longa faixa de terra banhada ao norte pelo rio Carioca e ao sul por uma vala, que desapareceu em 1814. Depois de passar por alguns proprietários, a “Ilhota” foi herdada por José Antônio Lisboa Júnior.

Lisboa Júnior foi Ministro da Fazenda de D. Pedro I. Segundo uma aquarela de Emeric Essex Vidal, datada de 1829, neste casarão residia o ministro inglês Henry Stephen Fox. Depois de pertencer a Domingos Francisco de Araújo Rozo, foi herdado por seu filho que, em 1853, abriu as ruas Guanabara e do Rozo, respectivamente denominadas hoje Pinheiro Machado e Coelho Neto. Da família Rozo, a chácara 14 da rua Guanabara passou antes de 1878 para as mãos do negociante Manoel Fernandes da Cunha Graça, - daí o nome do morro “do Graça” e não “da Graça”.

No final do século XIX o casarão passou por uma reconstrução para se converter num palacete eclético, destinado a abrigar seu mais polêmico ocupante, o Senador General Pinheiro Machado, o homem forte do Governo Hermes da Fonseca, que ali residiu de 1897 até falecer, em 1915.

Anos depois, em 1935, no local passou a funcionar o externato do Colégio Sacre-Coeur de Jesus, fundado em 1909 na rua da Glória, mantido pelas religiosas francesas do Sagrado Coração de Jesus, e que ali permaneceu até 1969, quando venderam o morro. As freiras construíram vários prédios no local e acrescentaram dois andares ao casarão original. Desde 1969 o conjunto é ocupado pela empresa Montreal Engenharia S/A, sendo tombado pela Municipalidade desde 2001.

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