»  Casa Cor Rio de Janeiro: Atração Fatal - Opostos em sintonia

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À primeira vista, eles não existiriam sob o mesmo teto. Mas o bruto e o sofisticadíssimo, o clássico e contemporâneo podem, sim, ser misturados, combinados e viver felizes para sempre dentro de casa. Alessandro Sartore apresenta um contraponto que provoca no visitante um misto de estranhamento e nostalgia. Duas grandes pinturas contemporâneas dialogam com os azulejos brancos e iluminados que cobrem piso, paredes e teto da parte interna, em oposição à madeira de demolição que reveste as paredes externas.

O tom debochado e austero marca o WC de Miriane Flores, que cria alguns contrapontos em seu projeto: o áudio de uma sonata de Bach com músicas populares reproduzidas em frases dentro dos reservados, portas adornadas por molduras em ouro velho ao redor de reproduções de uma obra do pintor holandês Rembrandt com ilustração de um homem fazendo xixi. Seguindo sua marca registrada, Paola Ribeiro mistura peças novas e antigas - o mobiliário inclui lançamentos, como a mesa de centro feita com um grande cubo de vidro sobre bandeja de aço e espelho com caixas e livros dentro, com peças de antiquário.

Feito para uma executiva sofisticada e amante do design clássico, Lou Palhares criou um ambiente de estilo clássico europeu, suavizado por recursos de iluminação de ponta. Ricardo Mello mistura num mesmo espaço gravuras de Debret com um grande vidro fluorescente e painel imenso de um elefante. Requinte e rusticidade convivem na Joalheria, decorada com carpetes, vidros pretos e papel de parede em tons de preto e prata com móveis de madeira de demolição. E Sophia Galvão faz o contraste entre o antigo e o moderno, usando uma escrivaninha bem clássica com um aparador de vidro.

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