»  Exposição ecológica no Museu de Arte Moderna de São Paulo

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Uma das obras da exposição Ecológica, em cartaz no Museu de Arte Moderna de São Paulo (MAM)

Museu de Arte Moderna de São Paulo realiza até o dia 29 de agosto a exposição Ecológica, que problematiza a abordagem atual da questão ecológica.

Conceitos do intelectual socialista austro-francês André Gorz, inspiram a mostra que conta com 22 obras de artistas nacionais e internacionais.  Buscam e exploram as incursões da arte contemporânea no intuito de superar o equívoco geral de que a natureza seria apenas o jardim de nossas casas. Os trabalhos trazem à tona o caráter predatório da sociedade de consumo, de forma a que o público tome consciência de que Ecologia trata-se de um ecossistema com regras próprias, cuja dinâmica pode ser cruel contra abusos.

Na concepção de André Gorz, é preciso reconhecer que o esgotamento dos recursos naturais e a poluição crescente são consequências diretas dos modos de produção e da mentalidade capitalistas, que estimulam o consumo desenfreado e, consequentemente, a produção em quantidades cada vez mais astronômicas, gerando materiais não biodegradáveis, desperdício e futilidade.

Dois tipos de obras compõem a mostra;  as de suportes mais tradicionais, com trabalhos conceituais e realizados em materiais variados; e as obras vivas, formadas por plantas naturais, que terão o cuidado constante de um jardineiro instalado no local.

Alguns trabalhos foram criados especialmente para a exposição. Fernando Limberg desafia a gravidade com plantas que brotam de um cubo gigante de fibra de coco suspenso no teto do museu.

Rodrigo Bueno mescla plantas e madeira na instalação Entrelaço, que invade a marquise e faz parte do grupo de obras que interagem com o parque, elemento importante dentro da concepção da mostra.

Conhecida por seu trabalho voltado para a questão ambiental, Floriana Breyer  inclui o parque em sua obra, a Arca Sideral, uma bicicleta adaptada como um carrinho, que percorrerá trechos do Ibirapuera em horários variados aos sábados.

O autodenominado Jardineiro André Feliciano traz ao museu o Jardim fotográfico, feito de plantas artificiais em espiral.

Lucia Gomes Zinggeler propõe um protesto contra o lixo enviado de navio pela China ao Brasil com o container Me manda pra China, onde o público pode descartar produtos chineses. O container ficará no Brasil.

O acervo do MAM-SP também ganha representação na mostra, com Reflectwo (2008), de Haruka Kojin; Transestatal (2006), de Marcelo Cidade; Arquipélagos (2005), de Marcius Galan, Armazém (1994/97), de Nelson Leirner; a série de bancos sem título (mobiliário popular, 2007), de Rivane Neuenschwander; a série Comunhão (2006), de Rodrigo Braga; Cortina de Vento (2009), de Rodrigo Matheus; e o Projeto Fórum Social Mundial (2003), de YIftah Peled.

coletivo Superflex participa com a projeção do vídeo Flooded McDonald’s (2009).  Uma réplica em tamanho natural de uma loja da rede internacional de fast food é inundada até o teto, na melhor tradição do cinema de catástrofe.
 
Além dos artistas citados, participam  Gabriela Albergaria (Projecto: Trianon, composto por cinco dípticos, 2010), Marcelo Zocchio (Lançamentos, 2008); Mauricio Dias e Walter Riedweg (A casa, 2007); Opavivará (série Espreguiçadira multi, 2010); e Ricardo Basbaum (“Você gostaria de participar de uma experiência artística?”, 1994-2010)

Ecológica
Até 29 de agosto 
Entrada: R$ 5,50 - gratuita aos Domingos 
Grande sala do Museu de Arte Moderna de São Paulo (MAM) 
Parque do Ibirapuera, portão 3, s/nº, São Paulo
Informações: (11) 5085-1300

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