
Os sensores tornam o dia a dia mais prático, econômico e ecologicamente correto. A casa do futuro já chegou faz tempo, ajudando a humanidade a viver sem desperdiçar tanto recurso.

Ambientes que atendem a comandos de voz. Luzes que se acendem pelo movimento. Portas abertas e fechadas automaticamente. Torneiras acionadas ao detectar a presença das mãos. O que até pouco tempo atrás poderia parecer ficção científica, hoje é realidade em casas, escritórios e locais públicos e projetos arquitetônicos de ponta. Os grandes responsáveis por essa inovação são os sensores, pequeninos dispositivos embutidos numa variedade cada vez maior de produtos, capazes de aliar modernidade, praticidade, economia e segurança. A presença desses aparelhos minúsculos em nosso dia a dia é mais comum do que percebemos. Sensores infravermelhos estão em ação por toda parte. Um dos usos mais frequentes continuam sendo as portas de shoppings, aeroportos e elevadores.
Gilson da Silva, engenheiro do departamento de Tecnologia da Docol Metais Sanitários, explica o que há por trás de toda uma linha de produtos: a DocolSensor especificamente desenvolvida para aplicações em ambientes onde conforto e baixo consumo são mandatórios.
Nessa linha a tecnologia de sensoriamento aplicada é a infravermelha. Os sensores emitem um feixe de raios infravermelhos e verificam sua reflexão, que pode ocorrer através das mãos, corpo ou qualquer outro anteparo. A quantidade de raios refletidos é medida e interpretada por um circuito eletrônico o qual é responsável pela lógica de funcionamento do produto.
Para cada produto existe uma lógica de funcionamento especialmente desenvolvida. Por exemplo, em uma torneira quando existe reflexão o circuito eletrônico abre a válvula solenóide para liberar a água e monitora o tempo de uso. Caso o uso seja interrompido ou exceda um minuto a torneira é fechada automaticamente, evitando assim desperdícios.
Já para os sensores usados em mictórios o fluxo só é liberado após a confirmação do uso e a saída do usuário do raio de ação.

A linha de produtos Docolsensor pode ser alimentada diretamente pela rede elétrica, através de uma fonte chaveada a qual é responsável pelo acoplamento dos produtos aos diversos níveis de tensões existentes na rede elétrica e pelo rebaixamento da tensão. Assim os produtos operam com uma ultra-baixa tensão, evitando qualquer risco de choque elétrico. Ou por baterias (4 pilhas do tipo AA). Para esta linha foi desenvolvida uma válvula solenóide especial com baixíssimo consumo a qual dá as pilhas uma vida útil maior que dois anos.
O comando de voz é outro exemplo de acionamento. Alguns arquitetos já estão usando, como Simone Goltcher que desenvolveu uma cozinha e uma adega cujas luzes são acesas para indicar onde está o produto que a pessoa procura. "Toda a fiação tem que ser feita antes do forro, mas é relativamente simples" - destaca a arquiteta, comentando que já existem softwares disponíveis no mercado para programar a comodidade ou economia que a pessoa quiser. A arquiteta também já utilizou sensores em um quarto de hotel que projetou especialmente para deficientes visuais, com acionamento automático da persiana, da TV e do ar condicionado.

Outro tipo de sensor muito usual é o de acionamento de iluminação. Trata-se da tecnologia de ótica passiva de temperatura. Se alguém com temperatura de 36ºC entra no ambiente, a iluminação é ativada, o que evita que a luz seja acesa com a passagem de um cachorro ou um gato, por exemplo. Até estacionar carros em vagas apertadas ficou mais fácil com automóveis que possuem sensores de ultrassom acoplados nos para-choques. Nesses carros high-tech uma alta frequência sonora não audível pelo ouvido humano detecta obstáculos, como guias de calçadas, lixeiras, colunas, postes etc. Ao encontrar a barreira de um objeto, o sensor gera um sinal. O tempo que este sinal leva para ir e voltar é o que permite calcular a distância do obstáculo, explica o engenheiro Gilson.

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